COMO A LEITURA É CONSTRUÍDA

Uma metodologia para transformar autorreflexão em direção.

O Radar Docente organiza percepções sobre a prática em seis dimensões de fluência digital e em IA. O resultado não julga o professor: ajuda a reconhecer padrões, explicitar critérios e escolher um próximo passo possível.

  1. 01Prática relatada
  2. 02Leitura dimensional
  3. 03Próximo passo

FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA

O ponto de partida é a prática, não o domínio de ferramentas.

Fluência digital docente não se resume a saber operar plataformas. Ela aparece nas decisões que conectam recursos, objetivos de aprendizagem, mediação, avaliação, autoria e cuidado ético.

Por isso, o instrumento apresenta situações e comportamentos próximos do cotidiano de ensino. A pessoa responde considerando a frequência com que determinadas práticas aparecem e como agiria diante de cenários pedagógicos.

A leitura reúne três princípios:

  • Contexto antes de prescrição. A devolutiva orienta possibilidades, sem definir uma única forma correta de ensinar.
  • Evidências antes de rótulos. O resultado descreve manifestações possíveis da prática, sem classificar valor profissional.
  • Desenvolvimento antes de comparação. O foco está na trajetória individual e em ações que podem ser experimentadas.

FLUXO DO RADAR

Da resposta à recomendação, sem caixa-preta.

Cada etapa tem uma função clara. O perfil contextualiza a experiência, mas não altera a pontuação.

  1. 01

    Contexto docente

    Etapa de perfil para situar área e nível de atuação. Essas informações não entram no cálculo.

  2. 02

    30 respostas

    São 24 itens comportamentais e seis situações, distribuídos igualmente entre as dimensões.

  3. 03

    Cálculo

    Cada dimensão recebe um score de 0 a 100. O score geral é a média das seis dimensões.

  4. 04

    Leitura orientativa

    A combinação dos resultados seleciona interpretações e uma prioridade de desenvolvimento.

COMPETÊNCIAS OBSERVADAS

Seis dimensões que se explicam em conjunto.

O radar hexagonal preserva as diferenças entre áreas da prática. Ele complementa o score geral e evita que a média esconda nuances importantes.

01

Planejamento e curadoria

Como você seleciona recursos, organiza percursos e relaciona escolhas digitais aos objetivos de aprendizagem.

02

Criação de experiências

Como recursos digitais apoiam propostas de participação, autoria, investigação e produção dos estudantes.

03

Mediação e colaboração

Como a presença docente, o diálogo e a cooperação são sustentados em experiências mediadas por tecnologia.

04

Avaliação e feedback

Como evidências digitais apoiam acompanhamento, devolutivas e ajustes no processo de ensino.

05

Integração pedagógica da IA

Como propósito, critérios e supervisão pedagógica orientam quando e como utilizar inteligência artificial.

06

Ética, segurança e autoria

Como privacidade, vieses, transparência, autoria e supervisão humana orientam decisões.

ESCALA DE DESENVOLVIMENTO

Quatro faixas para orientar trajetórias.

As faixas não equivalem a conceitos de aprovação. Elas dão linguagem ao momento relatado e ajudam a formular o próximo movimento.

0–39

Iniciação

Práticas ainda pontuais. O foco é reconhecer possibilidades, critérios básicos e um primeiro uso intencional.

40–59

Exploração

Há experimentação em curso. O próximo movimento é relacionar escolhas com mais clareza aos objetivos pedagógicos.

60–79

Integração

Recursos digitais e IA já aparecem com intenção. O desenvolvimento busca consistência, evidências e reflexão.

80–100

Transformação

As práticas mostram integração sistemática. O avanço está em ampliar repertório, autoria e aprendizagem compartilhada.

COMO O SCORE PRAXIA FUNCIONA

Uma síntese legível, acompanhada do contexto.

Cada dimensão reúne cinco respostas com valores internos de 1 a 5. A soma é convertida para uma escala de 0 a 100. O Score PraxIA é a média aritmética dos seis resultados dimensionais.

score da dimensão((soma das respostas − 5) ÷ 20) × 100

Somente o score geral exibido é arredondado. A devolutiva também observa amplitude entre dimensões, pontos de atenção e uma ordem explícita de prioridade metodológica.

LEITURA DO EXEMPLO

Recursos digitais e IA já aparecem com intenção pedagógica. O próximo avanço está em tornar essas práticas mais consistentes na avaliação e no feedback.

O número nunca aparece sozinho: faixa, interpretação e recomendação permanecem disponíveis em texto.

RECOMENDAÇÃO PERSONALIZADA

O resultado termina em uma ação possível.

A prioridade é escolhida pela relação entre as dimensões, não por uma mensagem gerada livremente por inteligência artificial.

1

Compara as dimensões

Identifica proximidades, contrastes e eventuais scores abaixo de 40.

2

Define a prioridade

Seleciona uma zona de desenvolvimento com regra explícita de desempate.

3

Propõe um experimento

Apresenta ação, evidência observável, tempo de preparação e pergunta reflexiva.

VALIDADE E LIMITAÇÕES

Clareza sobre o que o Radar pode — e não pode — dizer.

Uma leitura responsável explicita seus limites. Eles não diminuem a utilidade do instrumento; definem como usá-lo com cuidado.

Instrumento em validação

Esta é uma versão beta. Ainda não há evidências publicadas de validade e confiabilidade que autorizem uso diagnóstico.

Baseado em autorrelato

As respostas expressam percepção sobre a própria prática. Elas podem variar conforme contexto, experiência recente e interpretação dos itens.

Não certifica competência

O resultado não substitui observação de aula, análise de produções, avaliação institucional ou processos formativos acompanhados.

Uso individual e orientativo

Não deve ser usado para seleção, comparação, controle de desempenho ou tomada de decisão sobre carreira docente.

PARA CONSULTAR

Perguntas frequentes

Respostas diretas sobre o alcance e os limites do Radar Docente.

O Radar Docente é um teste de competência?

Não. É um instrumento de autorreflexão. Ele organiza percepções sobre práticas relatadas pelo próprio professor e não mede competência absoluta, desempenho profissional ou qualidade do ensino.

O Score PraxIA compara professores?

Não. O score sintetiza as respostas individuais em uma escala de 0 a 100. Não existe ranking, nota de aprovação ou comparação com uma amostra de docentes.

O perfil docente altera a pontuação?

Não. As informações de perfil ajudam a contextualizar a experiência, mas não modificam o cálculo. A pontuação considera somente as respostas aos 30 itens do instrumento.

Por que o resultado não é um diagnóstico?

Porque se baseia em autorrelato, não observa diretamente a prática e ainda está em processo de validação. A devolutiva é orientativa e serve como ponto de partida para reflexão e desenvolvimento.

As respostas são enviadas para algum servidor?

Nesta versão, não. A sessão e o resultado permanecem no navegador do participante. O relatório pode ser exportado em PDF para consulta pessoal.

DA METODOLOGIA À SUA PRÁTICA

Reserve oito minutos para olhar sua prática por seis ângulos.

Você recebe uma leitura orientativa, um Score PraxIA explicado e um próximo passo que cabe no cotidiano docente.

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